Alfredo Gaspar foi acusado de violência sexual contra uma adolescente de 13 anos, mas o STF arquivou o caso por falta de provas. Ex-vereadores do PL também foram investigados por crimes envolvendo menores.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enfrentou uma acusação de estupro de vulnerável durante a campanha eleitoral de 2026. A denúncia foi levada às autoridades em março pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
Os parlamentares afirmaram ter recebido informações de que Gaspar teria mantido relações sexuais com uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A Polícia Federal solicitou autorização para investigar a denúncia.
STF arquivou acusação por falta de provas
Em 6 de outubro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do pedido de investigação. A decisão acompanhou parecer da Procuradoria-Geral da República, que identificou contradições e ausência de elementos independentes capazes de sustentar a acusação.
Gaspar sempre negou o crime e se colocou à disposição para realizar exame de DNA. O Tribunal Superior Eleitoral também determinou a retirada de propagandas que apresentavam a acusação sem informar sua fragilidade e posterior arquivamento.
Vereador do PL foi preso por suspeita de exploração sexual
Em maio de 2025, o médico e vereador Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa (PL-MT) foi preso em Canarana, no Mato Grosso, suspeito de estupro de vulnerável e armazenamento de material de abuso sexual infantil.
Segundo a Polícia Civil, o parlamentar teria submetido uma adolescente a situações de exploração sexual. Em junho daquele ano, foi indiciado por crimes sexuais e produção, armazenamento e divulgação de imagens envolvendo menores. O PL suspendeu sua filiação após a prisão.
Ex-vereador do PL foi investigado por abusos contra alunas
Outro caso envolve Helio de Mello, ex-vereador do PL em Irati, no Paraná. Professor de educação física, ele foi preso em outubro de 2025 após denúncias de violência sexual contra estudantes menores de idade.
Segundo o Ministério Público do Paraná, a investigação identificou pelo menos 12 possíveis vítimas. O professor foi afastado da escola e deixou o cargo político. A prisão ocorreu durante a investigação, sem representar condenação definitiva.
Casos possuem situações judiciais diferentes
Os episódios envolvem políticos que integraram o mesmo partido, mas apresentam diferenças fundamentais. A acusação contra Alfredo Gaspar foi arquivada antes da abertura de inquérito por falta de indícios suficientes. Já os casos de Thiago Barbosa e Helio de Mello resultaram em prisões e investigações policiais.
No Brasil, o estupro de vulnerável é previsto no artigo 217-A do Código Penal, que protege crianças menores de 14 anos independentemente de alegações de consentimento.
A responsabilização de eventuais autores depende das provas e das decisões judiciais de cada processo.
