Dados do INPE mostram que a Amazônia perdeu mais de 13 mil km² de floresta em 2021. Em 2026, a área desmatada caiu para 3.335 km², uma redução expressiva durante o atual governo.
O desmatamento da Amazônia aumentou durante o governo Jair Bolsonaro (PL) e apresentou forte queda na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a destruição anual da floresta chegou a 13.038 km² em 2021, o maior índice registrado durante o mandato de Bolsonaro. Em 2026, a área desmatada caiu para 3.335 km², o menor resultado da série histórica iniciada em 1988.
Desmatamento cresceu durante governo Bolsonaro
Em 2018, antes da posse de Bolsonaro, a Amazônia registrou 7.536 km² de desmatamento. O número chegou a 10.129 km² em 2019, subiu para 10.851 km² em 2020 e atingiu 13.038 km² em 2021. Em 2022, último ano de seu governo, houve redução para 11.594 km², mas a destruição permaneceu elevada.
A política ambiental de Bolsonaro recebeu críticas pelo enfraquecimento da fiscalização e pelos conflitos com órgãos ambientais. Seu governo também enfrentou denúncias sobre avanço do garimpo ilegal, invasões de terras indígenas e dificuldades no combate à exploração irregular da floresta.
Governo Lula registra quedas consecutivas
Com Lula na Presidência, o desmatamento caiu para 9.064 km² em 2023, recuou para 6.518 km² em 2024 e chegou a 5.731 km² em 2025. Os resultados representam uma inversão da tendência registrada nos anos anteriores.
Em outubro de 2026, o INPE anunciou uma nova redução: 3.335 km² de floresta derrubada, queda de 41,8% em relação ao ano anterior e de aproximadamente 71% na comparação com 2022.
Fiscalização ambiental foi ampliada
O governo Lula retomou o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), ampliou operações contra crimes ambientais e fortaleceu ações do Ibama e do ICMBio.
Entre 2023 e 2026, o Ibama realizou mais de 76 mil ações de fiscalização em todo o país e aplicou R$ 11,8 bilhões em multas relacionadas à flora. O governo também anunciou investimentos em equipamentos, contratação de servidores e proteção de territórios indígenas.
Cerrado também apresentou melhora
A redução não ficou restrita à Amazônia. No Cerrado, o desmatamento caiu para 5.516,69 km² em 2026, uma diminuição de 23,8% em relação a 2025. Segundo o INPE, também foi o menor valor da série histórica desse bioma.
Apesar dos avanços, milhares de quilômetros quadrados de vegetação continuam sendo destruídos anualmente. O combate ao desmatamento ainda depende de fiscalização, proteção das comunidades tradicionais e políticas econômicas que preservem a floresta.
Os dados oficiais mostram uma mudança expressiva entre os períodos: o desmatamento atingiu níveis elevados durante Bolsonaro e recuou significativamente no governo Lula. Os anos do PRODES vão de agosto a julho e, portanto, não coincidem exatamente com os mandatos presidenciais.