Dados do IBGE mostram redução do desemprego e aumento das contratações com carteira assinada. País registrou recordes de ocupação durante o atual governo.
O desemprego no Brasil apresentou forte redução nos últimos anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média anual chegou a 14% em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro (PL), enquanto caiu para 5,6% em 2025, no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em agosto de 2026, o indicador trimestral alcançou 5,3%, o menor para esse período desde o início da pesquisa, em 2012.
Desemprego atingiu milhões durante governo Bolsonaro
Quando Bolsonaro assumiu a Presidência, em 2019, a taxa média de desemprego era de 11,8%. O indicador subiu para 13,7% em 2020 e chegou a 14% em 2021, período marcado pela pandemia de Covid-19 e pela interrupção de atividades econômicas. Milhões de brasileiros enfrentaram dificuldades para encontrar trabalho e manter a renda familiar.
Em 2022, último ano de Bolsonaro, o desemprego caiu para 9,6%, acompanhando a retomada das atividades. Apesar da melhora, o país terminou o mandato com uma parcela expressiva da população procurando emprego. A pandemia teve forte influência nos resultados e precisa ser considerada na comparação.
Governo Lula registra queda contínua
Com Lula na Presidência desde janeiro de 2023, a taxa média de desemprego caiu para 7,8% naquele ano, recuou para 6,6% em 2024 e atingiu 5,6% em 2025, a menor média anual da série histórica do IBGE.
Os resultados também aparecem na quantidade de brasileiros empregados. No trimestre encerrado em agosto de 2026, o país alcançou 103,5 milhões de pessoas ocupadas, enquanto 39,5 milhões trabalhavam no setor privado com carteira assinada. Ambos os números representaram recordes.
Recuperação econômica e desafios
A melhora acompanhou o crescimento da atividade econômica, das contratações na indústria e na construção civil e da renda do trabalho. Políticas públicas, investimentos, consumo das famílias e decisões das empresas também influenciam a geração de empregos.
Apesar da redução do desemprego, persistem dificuldades como informalidade, baixos salários e desigualdades regionais. Em 2025, a taxa de informalidade ainda era de 38,1%, segundo o IBGE.
Os números mostram que a queda do desemprego começou em 2022 e continuou durante o governo Lula, alcançando novos recordes. A evolução representa mais oportunidades de trabalho, embora a qualidade dos empregos continue sendo um desafio para o país.
