Apoiador de Flávio Bolsonaro ameaçam estudantes pró-Lula com arma em Belém


Homem foi abordado durante manifestação política no Pará. Estudantes denunciam ameaça armada, enquanto envolvido nega acusação e afirma que fiscalização ocorreu por causa de equipamento de som.

Um apoiador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi abordado por agentes públicos na noite de quarta-feira (21), em Belém, após ser acusado de sacar uma arma de fogo e ameaçar estudantes que participavam de uma manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O episódio aconteceu no cruzamento da Rua Antônio Barreto com a Avenida Visconde de Souza Franco, conhecida como Doca. Testemunhas relataram que o homem teria apontado uma arma para os manifestantes durante uma discussão política.

Veículo de campanha foi abordado

Vídeos divulgados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) mostram agentes cercando um veículo com adesivos da campanha de Flávio Bolsonaro. O carro transportava uma carretilha com equipamentos de som utilizados em mobilizações eleitorais.

As primeiras reportagens informaram que o homem havia sido detido após a denúncia. Entretanto, não houve confirmação oficial de apreensão de arma ou registro de prisão em flagrante por ameaça.

Homem nega ameaça, mas mensagens provocam novas acusações

Na quinta-feira (22), o envolvido, identificado nas redes sociais como Luizinho Rex Sonoro, publicou um vídeo negando que tivesse sacado uma arma. Segundo ele, a abordagem ocorreu por questões relacionadas ao equipamento de som, fiscalizado pela Justiça Eleitoral.

No mesmo dia, o portal Estado do Pará Online divulgou uma imagem de suposta conversa de WhatsApp atribuída ao homem. Uma das mensagens dizia: "quase mato um petista". A autenticidade e o contexto da conversa ainda precisam de confirmação independente.

Conflitos políticos também ocorreram em outro bairro

Na mesma noite, apoiadores de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se envolveram em uma briga na Avenida Pedro Álvares Cabral, no bairro do Telégrafo. Imagens mostram agressões e objetos sendo arremessados entre manifestantes.

A Polícia Militar informou que foi acionada, mas os envolvidos já haviam se dispersado quando os agentes chegaram. As ocorrências aconteceram poucos dias antes do segundo turno presidencial de 25 de outubro.

Direito à manifestação deve ser protegido

O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), comentou a repercussão e ressaltou a necessidade de respeitar as diferentes escolhas políticas. A liberdade de manifestação é garantida pela Constituição, enquanto ameaças e intimidações podem resultar em responsabilização criminal.

Até o momento, não há comprovação de que Flávio Bolsonaro tenha participado ou orientado qualquer ameaça. O esclarecimento das denúncias depende da apuração das autoridades, incluindo a identificação de eventuais armas, testemunhas e registros oficiais da abordagem.

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